Moonlight

Não tem mistério. Ou você conta uma história muito boa, ou conta muito bem uma história qualquer. Para ser o melhor do ano, exige-se que, ao menos, conte-se muito bem uma ótima história.

Moonlight nem possui uma história marcante, nem é apresentada de uma forma marcante. Ou Hollywood teve uma safra muito ruim de filmes, ou o Oscar rendeu-se a fatores políticos para premiá-lo como melhor filme.

Eu aposto no segundo caso.

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Arte, pra que te quero?

É entretenimento puro. Mas, exigem os mais velhos, o lazer só vem após o dever. Ou seja… É algo que só deve acontecer quando tudo o que de fato importa já foi devidamente cumprido.

Esse dilema pesava em minha consciência quando eu ainda lutava para viver de arte, viver da organização de eventos, de festas. Incomodava-me o fato de aquilo que era tão importante para mim ser a segunda, terceira ou quarta prioridade na vida de tantos outros.

Como solucionava? Tentando politizar ao máximo o que criava, acrescentar uma luta social, uma ideologia, um desejo de mudar o mundo. Apenas para provar a mim mesmo que minha passagem pela vida tinha alguma relevância.

Hoje, entendo a politização da MPB, e as críticas desta à Bossa Nova e à Jovem Guarda, como uma vergonha semelhante à descrita mais acima.

É assim que também vejo esse desejo de Hollywood de ser tão ativa politicamente. Ela apenas sente vergonha de fazer fortuna com diversão.

E isso, claro, não deveria ser vergonha nenhuma.