Moonlight

Não tem mistério. Ou você conta uma história muito boa, ou conta muito bem uma história qualquer. Para ser o melhor do ano, exige-se que, ao menos, conte-se muito bem uma ótima história.

Moonlight nem possui uma história marcante, nem é apresentada de uma forma marcante. Ou Hollywood teve uma safra muito ruim de filmes, ou o Oscar rendeu-se a fatores políticos para premiá-lo como melhor filme.

Eu aposto no segundo caso.

Medo do 13

Curioso assistir a “Medo do 13” dias após concluir a primeira temporada de American Crime Story. Soma-se à dupla enredos semelhantes conferidos anos antes, como Making a Murderer, Em Nome do Pai e Hurricane, todos reais.

Pois, como um ótimo contador de histórias, Nick Yarris narra todo o sofrimento de ter passado décadas no corredor da morte. Situação semelhante à enfrentada pelos outros personagens centrais. Exceto OJ Simpson, que sacou a “race card” diante das câmeras e se safou para só ser preso anos depois por outros crimes.

Não dá, pelos cinco casos, para concluir que se trata de uma realidade enfrentada mais por brancos, ainda que apareçam em maioria nos exemplos. Mas é possível afirmar que tais equívocos não se importam com a etnia na hora de escolher a vítima.

Uma característica, contudo, parece determinante: só o milionário se safou, confirmando que a Justiça é de fato mais sensível ao saldo na conta do réu.

Racismo existe, claro. Mas o vejo muito mais como consequência de problemas sociais advindos de erros históricos, do que como causa de ambos. Em outras palavras, a estatística geraria o preconceito, e não o contrário. E creio que, enquanto não o combatermos sob este ponto de vista, ele continuará a ser explorado para fins políticos nada nobres.