Por que temem as “fake news”, mas não temiam as “notícias falsas”?

O TSE não se cansa de repetir que tem por principal objetivo evitar a disseminação das “fake news” na eleição de 2018. Vem falando isso desde 2017. O que é curioso.

Porque o Brasil nunca viu uma campanha tão suja quanto a de 2014. Havia até mesmo um comportamento padrão: os candidatos abordavam um tema polidamente na TV, militantes virtuais pegavam o gancho e faziam dele um inferno nas redes sociais, sempre regado a muita mentira, distorção e desinformação.

No entanto, o TSE esqueceu de preocupar-se com isso no pleito de outubro de 2016. Encarando o temor só no ano seguinte, que nem eleitoral foi.

A resposta óbvia: o “problema” ocorreu em novembro de 2016. E nem tem a ver com notícia falsa, mas uma verdadeira, a eleição de Trump.

Quando a esquerda venceu, as mentiras foram ignoradas. Quando a direita venceu, ainda que lá do outro lado do continente, mentir virou um problema.

Aos inimigos, a lei.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Um cara simples

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