A luta é contínua

Quando aproximei-me da Reaçonaria, encontrei um grupo de indivíduos de uma pluralidade ainda inédita para mim. Lembro que, nessa época, se eu ainda não me dizia esquerdista, me apresentava como social democrata. Ou, vá lá, esquerda liberal. No que desconfiavam, eu sacava o diagrama de Nolan como prova.

E, já naquele tempo, eu sabia: o que nos mantinha unido era o inimigo em comum. Em maior ou menor grau, em algum momento fomos chutados por ele, o que exigiu de nós algum nível de reação. Nesse sentido, nada melhor do que orbitar a “reaçonaria” com este propósito.

Passado o impeachment de Dilma Rousseff, alguns entenderam que o inimigo comum havia sido derrotado. Outros, como eu, que ele apenas perdera a batalha no campo em que mais se expunha. Desde então, há uma guerra civil em curso, com liberais sentindo nojo de conservadores, conservadores sentindo nojo de liberais, e sociais-democratas pregando nojo a ambos.

Quero crer que 2018 fatalmente voltará com essa turma ao barco, ainda que por um breve segundo turno. O que não torna o processo menos desgastante. Nunca fui tão atacado em minha vida, e o fogo partiu de potenciais aliados.

Estudar o adversário é algo que ajuda bastante. E ele acerta em cheio quando repete que a luta é contínua. É isso o que os mantém unidos, ou o que os força a lavar a roupa suja em casa.

Que um dia o lado de cá aprenda a lição.

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Publicado por

apyus

Um cara simples

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