Alguém precisa avisar à esquerda que ela é a oposição

Era maio de 2015 quando Edson Fachin enfrentou a sabatina no Senado. Sairia de lá apenas 12 horas depois, após ir às lágrimas algumas vezes tamanha a pressão. O vídeo em que pedia votos a Dilma Rousseff causou bastante impacto junto à opinião pública. O senador que o defendeu no relatório foi massacrado nas redes sociais pelos próprios eleitores. No Twitter, não teve outro assunto. Seria referendado, mas quero crer que toda aquela provação serviu para que o ministro tivesse no STF uma das melhores atuações nesses quase dois anos.

Michel Temer indicou Alexandre de Moares para a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki. Por ser um nome com um passado de serviços ao PSDB, imaginei que viveria canseira semelhante à de Fachin. Afinal, a esquerda na oposição sempre foi uma oposição de verdade. Nisso eu mesmo acreditava. Mas…

Mas são 18h e as redes sociais buscam algum assunto. Os esquerdistas que ainda sigo parecem desinteressados no tema. No início, alguns fizeram comentários, mas logo jogaram a toalha, foram cuidar da própria vida.

Do nosso lado, por mais que incomode uma nomeação tão desalinhada com o que se espera da Suprema Corte, ao menos há a sensação de que o plenário do STF ficará menos desequilibrado: sai um indicado do PT, entra um indicado do PSDB.

Sim, há alguma resistência em apoiar o governo Temer, mas a direita é a situação. Cabe à esquerda se tocar que, hoje, a oposição é ela. E se portar como tal.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Um cara simples

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